O que empresas como Harley-Davidson, Dove e Natura têm em comum com a sua PME
Quando a gente pensa em marcas icônicas como Harley-Davidson, Dove ou Natura, a tendência é imaginar universos distantes do dia a dia de uma pequena empresa. Afinal, o que uma padaria artesanal ou uma startup local poderia ter em comum com gigantes globais? Mais do que você imagina.
Todas essas marcas têm algo fundamental em comum: uma personalidade clara. Elas sabem exatamente quem são, o que representam e como se comunicam. E essa clareza vem do uso intencional de arquétipos.
A Harley-Davidson é o Rebelde. Não vende apenas motos, vende liberdade, atitude, contracultura. A Dove, com seu olhar sensível para a autoestima real, é o Cuidador. A Natura, que valoriza natureza, relações e autenticidade, é uma mistura refinada entre Cuidador e Explorador.
Esses arquétipos não são só para campanhas premiadas. São ferramentas estratégicas acessíveis a qualquer negócio. Inclusive o seu.
Uma padaria de bairro pode ser o Prestativo: aquele lugar que conhece o cliente pelo nome, que entrega carinho em cada pão quentinho. Uma pequena academia pode ser o Herói: incentivando superação, disciplina e transformação pessoal. Um café coworking pode abraçar o Explorador: criativo, aberto, curioso.
Como explica Margaret Hartwell em Archetypes in Branding, “os arquétipos ajudam marcas a se expressarem com emoção, coerência e profundidade”. Eles facilitam escolhas, afinam o tom de voz, orientam visual e até a cultura da empresa. E o melhor: não exigem grandes verbas. Exigem consciência.
Na Tweed, a gente adora quando uma pequena empresa descobre que pode ser tão icônica quanto uma gigante — só precisa encontrar sua essência. Já vimos isso acontecer com marcas que, ao entenderem seu arquétipo, destravaram seu posicionamento, simplificaram sua comunicação e ganharam voz própria.
Porque no fim das contas, branding não é sobre tamanho. É sobre significado. E toda marca com significado bem definido tem o potencial de se tornar inesquecível.
Se você ainda acha que isso é luxo para os grandes, talvez seja a hora de olhar para dentro e se perguntar: qual história minha marca quer contar? E com qual arquétipo ela quer se parecer?
A resposta pode ser o ponto de virada entre ser lembrado… ou ser ignorado.













