3 decisões de branding que levaram pequenas marcas a outro patamar

Nem sempre o crescimento de uma marca vem de grandes verbas ou campanhas mirabolantes. Muitas vezes, ele nasce de uma decisão certeira de branding. Escolhas que alinham posiciões, provocam conversa, geram afeto e deixam claro: essa marca é diferente.

Aqui estão três exemplos de marcas que deram saltos significativos por apostarem em direções ousadas e consistentes:

  1. UseHuck: transformar reputação pessoal em identidade de marca Quando Luciano Huck lançou a UseHuck, a estratégia não foi apenas vender camisetas. A marca partiu de uma ideia clara: transformar o que o público já via como parte da personalidade do apresentador — engajamento, leveza, brasilidade — em estética e narrativa.

O branding foi pensado para ampliar esse capital simbólico. O resultado foi uma identidade visual moderna, um storytelling que falava com o público jovem e um discurso social alinhado com causas. Uma escolha de posicionamento que fez a marca nascer grande, mesmo em um mercado saturado.

  1. Oatly: transformar um commodity em atitude Leite de aveia. Poderia ser apenas mais uma opção no supermercado. Mas a sueca Oatly transformou isso em cultura pop. Com um tom de voz provocador, embalagens com design irreverente e mensagens que misturam ironia e sustentabilidade, a marca virou uma lovebrand global.

A decisão de não falar apenas de sabor ou benefício nutricional, mas sim de visão de mundo, transformou o produto em manifestação de estilo de vida. É como explica Seth Godin em This is Marketing: “As pessoas não compram bens e serviços. Elas compram histórias, relações e significados”. A Oatly entendeu isso perfeitamente.

  1. Sallve: usar transparência como diferencial estratégico A marca de cosméticos brasileira Sallve apostou em uma comunicação radicalmente transparente. Com linguagem acessível, abertura para escutar os clientes e participação ativa da comunidade na cocriação de produtos, a marca virou referência em proximidade e escuta ativa.

A escolha de abrir os bastidores, mostrar erros, explicar ingredientes e deixar a comunidade participar das decisões foi um movimento ousado. E muito potente para gerar pertencimento. Hoje, a marca não é apenas um ecommerce: é uma comunidade.

Esses exemplos mostram que branding de verdade é sobre decisões que colocam a marca em movimento. Que alinham intenção com ação, estética com estratégia, promessa com experiência.

Porque crescer, no fim, é mais sobre coerência do que sobre volume. E marcas pequenas, quando escolhem com clareza, podem se tornar gigantes no coração do público.